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Eduarda Braum e Lara Marina
Miss Lara Marina perde título de Miss Brasil Supranational após CNB apontar descumprimento de contrato
Modelo teria omitido gravidez durante o período do concurso; contrato previa regras específicas sobre gestação, comunicação e conduta das candidatas
A miss Lara Marina Soares Tosta ganhou destaque nas redes sociais nesta semana após ser destituída do título de Miss Brasil Supranational. A decisão foi tomada pelo Concurso Nacional de Beleza (CNB), que apontou o descumprimento de cláusulas previstas no contrato firmado com a modelo.
A reportagem do portal LeoDias teve acesso, com exclusividade, ao documento e revelou as regras que, segundo a organização, teriam sido violadas pela miss.
Lara Marina afirmou publicamente que só teria tomado conhecimento da gravidez após o encerramento do concurso Miss Supranational 2026, realizado em julho deste ano. Entretanto, uma ultrassonografia obstétrica apresentada no caso indica que o primeiro exame foi realizado em 22 de abril de 2026, quando a modelo já estaria com sete semanas e um dia de gestação.
Segundo o contrato, cinco conjuntos de cláusulas teriam sido descumpridos pela modelo. Entre elas está a obrigação de seguir os padrões e orientações determinados pela organização, incluindo regras relacionadas ao vestuário e à produção durante o concurso. De acordo com o documento, Lara não teria utilizado a roupa de entrevista e o traje típico previamente aprovados pela coordenação, o que configuraria violação da cláusula 21.10.
Outro ponto citado pelo CNB é a falta de comunicação. A cláusula 21.18 determina que a candidata deve responder às solicitações da organização, seja por telefone, e-mail ou redes sociais, em um prazo máximo de 24 horas.
O contrato também estabelece regras específicas sobre gestação. As cláusulas 4.2 e 21.3 determinam que a candidata não esteja grávida durante sua participação no concurso e durante o período de reinado. Conforme o laudo médico ultrassonográfico emitido em 19 de agosto de 2026, o primeiro exame teria sido realizado em 22 de abril, apontando sete semanas e um dia de gestação.
A organização também cita a cláusula 21.11, que determina que, em caso de impedimento para cumprir as obrigações assumidas ou participar da etapa internacional, a candidata deve comunicar formalmente o CNB com até 90 dias de antecedência para renunciar ao título.
Por fim, o contrato prevê cláusulas relacionadas a sigilo e confidencialidade. De acordo com o documento, a candidata não poderia expor bastidores do concurso nem conceder declarações ou entrevistas sem autorização da organização quando isso pudesse afetar sua imagem.
Relembre o caso
Lara Marina Soares Tosta veio a público nas redes sociais para afirmar que havia sido destituída do posto de Miss Brasil Supranational após engravidar durante o período do concurso. Segundo a modelo, ela só teria descoberto a gestação depois do encerramento das competições.
Na ocasião, o Concurso Nacional de Beleza divulgou uma nota afirmando que a decisão de retirar o título ocorreu em razão do descumprimento de obrigações previstas no contrato.
Agora, com a divulgação do conteúdo do documento e dos exames médicos, o caso ganhou novos elementos. As cláusulas apresentadas pelo CNB apontam que, além da questão relacionada à gestação, a organização considera que outras obrigações contratuais também teriam sido violadas.
